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interpretando os batimentos cardíacos fetais

  • 8 de jul. de 2021
  • 2 min de leitura

Durante a gestação, a atividade cardíaca fetal é monitorada (tanto pelo modo-B - que eu prefiro - quanto pelo Doppler pulsado) e a interpretação da frequência cardíaca, sobretudo no final da gestação, pode fornecer informações cruciais quanto a previsibilidade do parto e sobre a viabilidade do feto avaliado.

Para isso, precisamos recordar que durante a gestação, a frequência cardíaca costuma ser o dobro da frequência cardíaca materna. Não, eu também não afiro a frequência cardíaca materna no exame, então presumimos e é sabido que a frequência cardíaca fetal se mantém constantemente acima dos 200 batimentos por minuto (b.p.m.) Sabendo disso, vamos conversar sobre as varias apresentações dessa frequência cardíaca no final da gestação.


Se tudo ocorre, fisiologicamente bem, em um parto eutócico, a frequência cardíaca começa a oscilar, cinco dias antes do parto das cadelas e três dias antes do parto das gatas. A oscilação é caracterizada pela aquisição de frequências, no mesmo feto, acima e abaixo dos 200b.p.m. Sabendo disso, quando identificamos que uma gestação esta com no mínimo 55 dias, devemos buscar identificar essas possíveis oscilações e, para identifica-las corretamente, mensuramos dez vezes a frequência cardíaca de cada feto, ou em um intervalo de três a cinco minutos. A amplitude dessa oscilação se torna cada vez maior, quanto mais próximo do parto.

Quando identificamos frequência inferior a 200b.p.m., podemos estar avaliando um feto com oscilação ou em sofrimento. Para caracterizar o sofrimento, precisamos identificar todas as mensurações, do mesmo feto, abaixo dos 200b.p.m. Alguns denominam sofrimento fetal, outros denominam angústia fetal. O nome que você quer dar não importa, o que importa é identificar, caracterizar este achado para que o clínico tome as medidas necessárias ao parto do paciente.



O sofrimento fetal indica que o momento do parto já deveria ter ocorrido, e esse feto por algum motivo (materno ou fetal) ainda não nasceu. Menos comum que o sofrimento , é quando observamos frequência cardíaca que se mantém rítmica acima dos 200b.p.m. mas, que o trabalho de parto já passou. Este achado é mais difícil de interpretar, pois se é um exame isolado (aquele em que não fizemos o acompanhamento) precisamos diferenciar da gestação em que ainda não iniciou a oscilação ou que não ocorreu trabalho de parto.


Quando a paciente não entra em trabalho de parto, a oscilação da frequência cardíaca não é observada, e o feto passa de uma frequência cardíaca normal (sempre acima dos 200b.p.m.) para o sofrimento fetal.


Espero que tenha gostado desse resumo sobre como interpretar os achados de frequência cardíaca fetal. Tomara que te ajude na próxima avaliação que você fizer!


No mês que vem também teremos o Curso Presencial de Ultrassonografia Gestacional no NAUS, e quem vai explicar todos esses parâmetros será a professora Daniela Garcia. Quem estiver presente ainda terá aulas de Doppler Gestacional comigo!


Em breve teremos um acesso especial aos SuperSeguidougs onde vou ensinar a calcular os parâmetros para que vocês tenham informações mais concretas quanto a previsibilidade de parto e demais condições referentes a frequência cardíaca fetal! Fiquem ligados!








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