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avaliação de nódulos e lesões superficiais

Faz parte da nossa rotina avaliar estruturas que, essencialmente, não fazem parte da cavidade abdominal. O último consenso diz que a avaliação de mamas deve estar incluída na varredura abdominal, alguns professores até ensinam assim em suas aulas, tanto em faculdades quanto em escolar privadas.

Pessoalmente, não acredito que seja uma obrigação nossa. E se for solicitado, acredito que pela própria valorização profissional, deva ser cobrado. Infelizmente (ou felizmente), no mundo capitalista em que vivemos, tudo o que é feito deve fornecer seu retorno financeiro, pois envolve seu tempo, preparo, equipamento, etc.

Então, a avaliação destas pequenas estruturas, vou mostrar pra vocês como costumo fazer esse tipo de avaliação.


formação da imagem

Para fazer uma imagem de alta qualidade de uma lesão superficial, vou deixar um passo a passo.

1 escolha do transdutor

Claro que se estamos falando de alta definição de imagem, estamos falando de transdutor linear. Já deixe ele selecionado em seu aparelho, na frequência mais alta possível. Também reduza a profundidade da tela (não queremos profundidade, nossa estrutura é superficial) e já deixe o foco ajustado para mais ou menos 1cm de profundidade.


2 tricotomia

Parece óbvio ter que falar disso, mas a tricotomia é necessária. O ar que fica retido entre os pelos pode prejudicar e até comprometer a formação da imagem, então nada de pelos!


3 álcool

Umedeça toda a superfície a ser avaliada, com álcool. "Ah, mas o álcool prejudica a probe!" Hoje em dia as probes já oferecem resistência a isso e, calma se você não acredita nisso, calma que a probe nem vai entrar em contato com esse álcool!


4 gel, muito gel

Sim, não economize gel seguidoug: encubra toda a superfície a ser avaliada com uma boa e generosa camada de gel camada de gel.

5 mais gel

Não, não acabou o uso e abuso do gel. Agora você vai cobrir a superfície do transdutor com uma generosa camada de gel.


6 mão leve

Agora com a sua mão bem leve, vc apenas vai encostar a camada de gel da superfície do transdutor, na camada de gel da superfície a ser avaliada. Dessa forma o transdutor não entra em contato com a estrutura, e sim, apenas com o gel.


7 ajuste a imagem

Agora você precisa melhorar a qualidade da imagem de acordo com a sua preferência, como aumentar o ganho proximal da tela, escolher o mapa de cinza e o mapa de cores que gosta mais. O foco tem que estar bem superficial também, geralmente em 1cm é suficiente.


8 e o Doppler colorido

Se for realizar o estudo Doppler do nódulo, recomendo baixar o PRF/escala pois nódulos superficiais assim costumam ter fluxos sanguíneos de baixa velocidade. Também é necessário aumentar ou reduzir o ganho Doppler.



avaliando a imagem ao modo B

Se o que você esta avaliando é uma hérnia, lembre-se que já temos um post sobre isso e você pode acessá-lo clicando aqui. Agora se você esta avaliando um nódulo, vamos a mais dicas.

1 imagens em dois planos

Não devemos esquecer que para obtermos as três medidas necessárias da avaliação dos nódulos, precisamos de uma imagem em corte longitudinal e uma em corte transversal.


2 medidas

As medidas dos nódulos superficiais são altura, largura e comprimento. A largura é obtida em corte transversal e o comprimento em corte longitudinal, enquanto a altura pode ser obtida em ambos.


3 contornos

Os contornos dessa lesão devem ser avaliados, e podem ser tanto bem definidos, pouco definidos, ou indefinidos. Além disso, podemos descrevê-los como lisos ou irregulares.


4 ecogenicidade

Se a estrutura for anecóica, essa informação deve estar presente. Quando ecogênica, devemos compara-la com a ecogenicidade dos tecidos moles adjacentes, sendo assim, ela pode ser hipoecóica, isoecóica ou hiperecóica.


5 ecotextura

Aqui, devemos descrever se a estrutura é homogênea ou heterogênea. Quando heterogênea, devemos explicar o porquê, como por exemplo a presença de áreas de mineralização, áreas hiperecóicas ou hipoecóicas dispersas, etc.


6 artefatos

Dependendo da natureza do tecido, podemos observar formações de alguns artefatos, como reforço acústico posterior, sombra acústica, atenuação de feixes, etc.


avaliação doppler

Se o seu aparelho possui a ferramenta Doppler, e se você se sentir seguro para utilizá-la, bora lá! Já cantei a bola que lesões superficiais costumam ter vasos pequenos e que possuem velocidades baixas, então seu aparelho deve estar regulado para tanto.

Para nódulos superficiais, não conheço uma literatura que padronize a descrição da distribuição vascular, então costumo descrever das seguintes maneiras:

- não sendo observada distribuição vascular ao mapeamento colorido.

- sendo observada discreta distribuição vascular central ou periférica ou em torno

- sendo observada ampla distribuição vascular


Agora, seguindo todo esse processo de descrição, veja como fica uma descrição bem completinha sobre a lesão superficial que usamos como exemplo durante este post.

Espero que tenham gostado destas dicas e, se gostou, curte aí!


 
 
 

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